Cento e trinta e dois milhões de reais. Esse é o prejuízo confirmado até dezembro do ano passado pela organização dos Jogos Olímpicos 2016 do Rio de Janeiro. O cálculo foi feito por uma auditoria independente e aprovado pelo comitê responsável pela competição em fevereiro deste ano.

O grupo executivo alega que sempre precisou de ajuda pública e que o rombo gerado é de responsabilidade da prefeitura e do governo federal, principalmente no que diz respeito a parte dos custos de energia do IBC, o Centro Internacional de Transmissões. Isso onerou o orçamento da entidade em R$ 200 milhões.

Os dados contrariam o discurso adotado pelos organizadores dos Jogos de que não deveria haver dinheiro público no evento e que apenas obras externas ficariam com a prefeitura, estado ou governo federal.

A receita prevista também foi impactada negatividade por alguns fatores, como a crise econômica do país, a instabilidade política e o surto de zika.

Além disso, oito diretores-executivos do Comitê tiveram sucessivos aumentos de pagamentos, que ficaram acima de R$ 33 milhões entre 2011 e 2016.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.