Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, por unanimidade, ingressar com ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal contra a regra que permite que empresas privadas façam doações a políticos em campanha eleitoral. Segundo a entidade, o financiamento privado de campanha incentivaria a corrupção e a troca de favores entre doador e candidato.
De acordo com um levantamento feito pelo Portal Terra junto ao Tribunal Superior Eleitoral,dos atuais ministros que compõem o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff e que disputaram as eleições de 2010, alguns chegaram a receber mais de 80% de toda a receita gasta na corrida eleitoral por meio de doações ocultas. Esse tipo de doação permite que pessoas físicas e jurídicas façam repasses a partidos políticos para que essas agremiações, por sua vez, encaminhem os recursos para os candidatos.
As doações ocultas não são consideradas ilegais, mas impedem a aplicação completa do princípio da transparência na prestação de contas dos políticos.