Chuva causa estragos em plantações de pêssego.
Mosca vira praga e ataca rebanhos.
Embarques de carne vão render menos , em 2009.
Produtores de algodão apostam no plantio adensado.
Produtores de pêssego não sabem o que fazer, após as chuvas que castigaram o Rio Grande do Sul. Ainda não dá para dizer de quanto foi a quebra, mas tem agricultor que estava com os frutos no ponto para a colheita e perdeu 80 por cento do que plantou. Para piorar, os pêssegos que sobraram não ficaram tão doces, por conta da falta de sol, o que deve atrapalhar na hora venda.
No Mato Grosso do Sul, criadores de gado ganharam mais um motivo de preocupação. A mosca-de-estábulo tem atacado os animais sem dó e já foram registradas diversas mortes. Veterinários ainda não confirmam que a mosca seja a culpada, mas criadores contam que a situação é grave e garantem que o inseto é, hoje, um dos maiores inimigos dos fazendeiros.
A crise mundial que, para muitos, já acabou, continua afetando os embarques de carne de boi. Dados do setor indicam que, desde janeiro, o negócio movimentou três bilhões e 700 milhões de dólares, 25 por cento menos que no mesmo período do ano passado. O lado bom é que, em 2010, deve haver recuperação no volume e nos preços, que podem subir até 20 por cento.
O plantio adensado, ou seja, com menos espaçamento que o normal, deve ser o destaque da próxima safra de algodão. Só no Centro-Oeste, a área de cultivo deve passar de sete para 52 mil hectares. A vantagem da técnica é que o custo de produção também cai e a meta, agora, é adaptar o maquinário, nem que seja preciso alugar de países vizinhos, onde o algodão adensado já é uma realidade.