James Dean vai voltar às telonas.

Mas como, se o ícone de Hollywood morreu num acidente de carro, aos 24 anos, em 1955?

Pois bem. O ator será criado digitalmente para o filme 'Finding Jack', baseado na obra de Gareth Crocker.

Dirigido por Anton Ernst e Tati Golykh, o longa vai contar a história de cães militares abandonados após o término da Guerra do Vietnã e a aventura de um soldado ferido que se recusa a deixar o melhor amigo para trás.

A família autorizou o uso da imagem de Dean através de CGI, sigla para uma técnica de computação gráfica, que vai usar fotos e imagens reais dele para reproduzir as cenas.

Mas alguns astros de Hollywood não estão achando a notícia uma boa ideia e questionam até onde é aceitável usar a tecnologia para criar ou modificar atuações.

O Capitão América Chris Evans declarou no Twitter que "isso é horrível. Talvez consigamos um computador para pintar um novo Picasso. Ou escrever músicas novas de John Lennon. A completa falta de compreensão aqui é vergonhosa".

Já Elijah Wood, o Frodo, de Senhor dos Anéis, foi bem mais direto: "Não, isso não deveria acontecer."

James Dean é considerado um ícone de Hollywood e um símbolo da rebeldia jovem graças aos papeis em 'Juventude Transviada', 'Vidas Amargas' e 'Assim Caminha a Humanidade'. Pelo dois últimos, recebeu indicações póstumas de melhor ator ao Oscar.

Apesar da polêmica, o filme tem previsão de estreia em novembro de 2020.