Estruturas proteicas que podem explicar o início do Parkinson são identificadas pela primeira vez por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos.
A doença neurodegenerativa progressiva do sistema nervoso central provoca sintomas como tremor, lentidão dos movimentos e rigidez, entre outras alterações que surgem com o avanço da enfermidade.
Os sinais que ajudam a detectar a enfermidade demoram anos para aparecer e geralmente isso ocorre quando o cérebro já foi afetado.
Na pesquisa, os cientistas observaram como interagem, ao longo do tempo, as diferentes variantes da alfa-sinucleína, proteína associada ao Parkinson.
Eles conseguiram identificar a formação inicial das estruturas proteicas ligadas ao início da doença.
Foram verificadas diferenças significativas nos processos de agregação de cada variante da proteína, sendo que nos casos precoces de Parkinson, os estágios intermediários se formam em uma velocidade muito maior do que nos casos de envelhecimento.
A descoberta pode explicar o surgimento dos sintomas em pessoas mais jovens.
Além disso, entender o momento exato em que a doença começa a se desenvolver pode ajudar, no futuro, a retardar o desenvolvimento do Parkinson.
O estudo foi realizado pelos pesquisadores Jeferson Lima Silva e Guilherme de Oliveira, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com cientistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos.