Concessionárias cumprem apenas 22 por cento das promessas de duplicação de estradas.
Cinco anos depois de o Governo Dilma Rousseff transferir rodovias federais para o setor privado, foram feitas obras em apenas 600, de quase dois mil e 700 quilômetros que deveriam ganhar novas pistas.
As informações foram levantadas pelo jornal Valor Econômico.
Uma das ideias do Governo, na época, era melhorar as condições de estradas do Sudeste e do Centro-Oeste bastante usadas para o escoamento da produção agrícola.
Só que as obras normalmente foram feitas nas áreas de menor circulação.
Pra piorar, mesmo sem o cumprimento dos contratos, as concessionárias atuaram rápido na cobrança de pedágio.
Teve local em que a tarifa praticamente dobrou, desde então. Enquanto a inflação de 2013 pra cá ficou abaixo dos 40 por cento.
Entre os problemas que teriam prejudicado a vida das empresas e o andamento das obras estão a crise econômica e a operação Lava-Jato, que fez com que o BNDES dificultasse a liberação de crédito.
Em entrevista ao Valor, o atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, deixou em aberto a possibilidade de fazer uma nova licitação.
Ou até fazer uma nova programação de investimentos pra ser seguida pelas mesmas empresas.