Poder da mente para aliviar sintomas de diversas doenças é comprovado em vários estudos que analisam resultados em pacientes que utilizam tratamentos com remédios sem princípios ativos.
O chamado “efeito placebo”, quando algum sintoma é aliviado após consumo de substância ou terapias que não têm interação com o organismo, produz melhora em 33 POR CENTO dos casos.
Pacientes com dor crônica ou sintomas associados a doenças como o câncer são os que mais se beneficiam dessa técnica.
Segundo Fábio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas da USP, a crença de que há possibilidade de ocorrer algum efeito ativa áreas cerebrais que provocam alterações em regiões que têm ligação com a dor.
Presente em remédios e receitas caseiras, o placebo também demonstra efeitos em terapias alternativas e cosméticos.
Estudos recentes publicados na revista especializada Pain Medicine demonstraram que cirurgias ortopédicas com anestesia e técnicas de incisão superficial sem atingir as estruturas do problema têm o mesmo efeito.
O trabalho cita a redução da dor e recuperação da mobilidade de pacientes com problemas na coluna e nos joelhos.
É importante destacar que segundo o código de ética do Conselho Federal de Medicina, no Brasil, os médicos são proibidos de indicar o efeito placebo quando existem tratamentos reconhecidos para o problema.