Consumidor brasileiro bem que tenta prestigiar a indústria nacional, mas quando a escolha mexe no bolso, a concorrência é desleal.

Um produto feito no Brasil chega a custar 30% a mais do que a mesma peça feita nos Estados Unidos ou na Alemanha.

O estudo é da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As razões do encarecimento são os juros altos, a burocracia e a carga tributária, que tiram o potencial competitivo da indústria nacional.

O reflexo, que atinge o consumidor interno e as vendas no mercado exterior, é sentido na sobrevida das indústrias.

Fundições de alumínio fecharam as portas e restaram poucas na produção de ferro, produtos que precisam ser importados para atender à demanda brasileira, lamenta Fernando Bueno, presidente de uma indústria fabricante de compressores para refrigeração.

Para a Abimaq, é necessário rever a política para produção industrial, que já respondeu por 17% do PIB, e hoje, participa com apenas 12%.

Outro agravante é a queda na oferta de vagas.

Em 2008 , o setor empregava 350 mil pessoas, universo reduzido para 294 mil em maio deste ano.

A solução, aponta a Abimaq, virá com reformas estruturais: tributária, fiscal, da Previdência, monetária e cambial.