Fim do imposto sindical obrigatório forçou ajustes também nas contas dos sindicatos, que viram a arrecadação cair após seis meses de vigência da reforma trabalhista.
Entidades sindicais perderam 88% no valor de contribuição nos quatro primeiros meses do ano.
Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego também apontam queda no mês de abril, que somou R$ 102 milhões, 90% menor na comparação com o ano anterior.
Se a contribuição – equivalente a um dia de salário por ano – agora voluntária, enfraqueceu o caixa dos sindicatos, a reforma fortaleceu o sentido ideológico das instituições.
O número de filiados cresceu, como em São Paulo, por exemplo, que passou de 19 mil para 69 mil trabalhadores da construção civil representados pelo Sintracon.
De acordo com Antonio de Sousa Ramalho, presidente da associação, o trabalho sindical em campo aumentou, com mais proximidade aos trabalhadores. E muitos se filiaram espontaneamente, afirma.